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DESVIOS

"Operação Placebo" cumpre mandados na residência do governador do Rio de Janeiro

Polícia Federal (PF) deflagrou operação para apurar desvio de verbas públicas que seriam destinadas ao combate da Covid-19 no estado

Postado em 26/05/2020 às 09:18 |

Hospitais de campanha são os principais alvos da investigação sobre os desvios durante a pandemia. (Foto: Ilustração)

A PF (Polícia Federal) esteve no Palácio das Laranjeiras, na residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, na manhã desta terça-feira (26), cumprindo mandados de busca e apreensão para investigar desvio de recursos públicos destinados ao combate ao novo coronavírus. 

Além da residência oficial, as autoridades também cumprem mandados na residência particular do governador Witzel, localizada no bairro Grajaú, no Rio de Janeiro, e em outro endereço no bairro do Leblon. 

A PF iniciou a operação Placebo com objetivo de apurar desvio de recursos públicos destinados ao combate ao coronavírus no Rio de Janeiro.

As investigações apontam a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro. 

De acordo com comunicado da PF, "elementos de prova, obtidos durante investigações iniciadas no Rio de Janeiro pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal naquele estado foram compartilhados com a Procuradoria Geral da República no bojo de investigação em curso no Superior Tribunal de Justiça e apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do Estado do Rio de Janeiro". 

Os agentes federais da operação de hoje são da corporação de Brasília e estão em cinco carros.  

Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, sendo 10 no Rio de Janeiro e dois em São Paulo, expedidos pelo STJ (Supremo Tribunal de Justiça). Vale lembrar que o governador tem foro privilegiado e só pode ser alvo de operação policial por ordem do STJ. 

Witzel teria sido citado por alvos de uma recente operação da Lava Jato que mirou pessoas que teriam obtido vantagens em contratos formados pela Secretaria de Saúde do Estado. Os benefícios ocorreriam desde a época do ex-governador Sérgio Cabral (MDB). 

O governador sempre negou qualquer participação nas supostas irregularidades na secretaria estadual de Saúde.

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