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ATRASO DE SALÁRIOS

Funcionários do Hospital Estadual Alberto Torres sem salários há dois meses

Alguns profissionais do hospital em São Gonçalo não estão indo trabalhar por falta de dinheiro da passagem e prejudicando o atendimento aos pacientes

Postado em 28/07/2020 às 19:00 |

O Hospital Estadual Alberto Torres é gerido pela Organização Social Instituto dos Lagos Rio. (Foto: Divulgação/Governo do Estado)

Funcionários do Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, afirmam que estão há dois meses sem receber salário.

Eles também reclamam que faltam remédios e material cirúrgico na unidade e chegaram a fechar a emergência do hospital em protesto.

Segundo os funcionários, os gestores informaram em uma reunião que o pagamento sairia todo dia 20 do mês. Mas, até segunda-feira (27), o dinheiro não havia entrado na conta e nem havia previsão de pagamento. 

"Você tem pessoas que estão sem dinheiro para poder vir trabalhar. Está um absurdo, porque você tem que ficar escolhendo qual setor que vai ter funcionário. Você vai ter que ficar escolhendo qual é o remédio que vai ser feito porque tem que saber se está disponível ou não. Remédios que são de uso essencial, de uso corriqueiro", disse um funcionário, que preferiu não ser identificado. 

Outro trabalhador afirmou que colegas que participaram de um protesto contra o atraso no pagamento foram demitidos este mês. 

Um paciente diz que eles são os mais prejudicados. Com funcionários sem dinheiro para ir trabalhar, determinados setores ficam sem pessoal e apenas três profissionais chegam a cuidar de 30 pacientes. 

A Secretaria de Estadual de Saúde informou que a organização social Instituto Lagos Rio recebeu repasse de R$ 20,4 milhões no dia 6 de julho, relativo ao mês de junho, para os hospitais Alberto Torres e João Batista Cáffaro e a UPA São Gonçalo I (Colubandê).

Deste total, R$ 2,1 milhões são para custeio, o que inclui medicamentos, materiais médicos e hospitalares.

A secretaria disse que ainda não fechou a folha de pagamento de julho e que está dentro do prazo para o repasse. 

O diretor-presidente do Instituto Lagos Rio, Gustavo Pinto Ribeiro, admitiu que os pagamentos estão em atraso no Hospital Alberto Torres.

Mas, ao contrário do que informou a Secretaria Estadual de Saúde, ele disse que este atraso se deve a falta de repasses do governo, e que há "um hiato de dois meses", devido às mudanças no comando da secretaria.

A Lagos Rio diz que espera que até meados de agosto os repasses estejam regularizados. 

Em junho, cinco diretores do Instituto Lagos Rio chegaram a ser presos em uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

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